Entenda tudo sobre como eliminar gases indesejados

Os gases são normalmente provenientes de duas fontes principais de deglutição de ar e do metabolismo bacteriano, nos quais podemos encontrar hidrogênio, oxigênio, nitrogênio, metano, dióxido de carbono e o sulforoso, que é o responsável pelo odor desagradável. No entanto, existem alguns fatores que podem causar incômodo e o aumento da flatulência, sendo preciso saber como eliminar gases para evitar o desconforto físico.

Em determinados casos, e quando frequentes, os gases podem provocar distensão abdominal acompanhada de dor. Esse excesso costuma estar associado com a alimentação e o estilo de vida, mas também, pode indicar algum tipo de doença do trato gastrointestinal, como a síndrome do intestino irritável.

O remédio para gases pode amenizar ou resolver o excesso, em conjunto com a mudança de alguns hábitos e uma dieta balanceada. Por isso, preparamos este artigo para que você saiba como os gases são formados no organismo, quando são considerados normais ou indesejados, além do que é preciso fazer para resolver esse problema. Continue lendo e confira!

O que são os gases e como eles se formam no corpo?

Os gases podem se concentrar no sistema digestivo de forma voluntária ou não. Isso acontece enquanto estamos realizando algumas atividades ao longo do dia, como mascar chiclete, falar e, principalmente, no decorrer das refeições ou na ingestão de bebidas gaseificadas, quando, sem querer, acabamos engolindo pequenas quantidades de ar.

O ar ingerido percorre a faringe e chega ao estômago, tornando-se um tipo de câmara gasosa. Posteriormente, ele é divido em porções, sendo que uma parte percorre o caminho de volta e é eliminada pela boca, conhecida como arroto. Outra quantia é absorvida pelo corpo e o restante continua percorrendo o tubo digestivo com os alimentos.

As paredes gastrointestinais absorvem os nutrientes necessários e algumas pequenas quantias de gases que interessam para o organismo. Contudo, os gases que ficam presos nas paredes do tubo digestivo não são aproveitados.

Já no intestino grosso, as bactérias fermentam a comida e geram vários tipos de compostos e gases. No caso das anaeróbicas, formam o gás metano, e as aeróbicas, o carbônico. Além de poderem produzir alguns compostos, dependendo do alimento, como ácidos graxos, sulfeto e enxofre. Essas bactérias em equilíbrio são importantes para evitar determinadas doenças e o volume exagerado na produção de gases.1

Quando eles chegam ao ânus, há uma válvula (esfíncter) dentro e fora. A que está do lado de dentro funciona de modo involuntário, abrindo quando o reto está com muitos gases ou fezes. Já a do lado de fora é possível ser controlada, abrindo e fechando aos poucos. No entanto, quando há uma pressão gasosa forte, o barulho característico de liberação dos gases é inevitável.

É normal ter gases? Quando é considerado excesso?

Ter gases e eliminá-los é algo normal. Isso porque eles são produzidos e acumulados de maneira natural e constantemente em nosso organismo. Em média, um adulto pode liberar gases 20 vezes por dia2. Porém, há casos em que a pessoa tem uma maior sensibilidade com a presença deles e se queixa ao pressupor que é excesso, mesmo tendo a mesma proporção que a média da população.

Acima dessa quantia pode haver excesso e trazer incômodo físico, além de indicar algum problema de saúde devido à presença de outros sintomas relacionados. Embora o corpo dê sinais, essa condição tende a passar despercebida, justamente, por ser normal e de difícil observação.

Contudo, o excesso faz com que o organismo seja abalado, tornando um quadro clínico mais crítico. Afinal, o problema é silencioso e a pessoa não desconfia, tendo consciência somente quando a situação se agrava e surgem casos de prisão de ventre, diarreia constante, sangramentos, perda de peso e dores abdominais.

Quais as principais causas dos gases?

Determinados compostos dos alimentos, como açúcares e algumas fibras, quando ingeridos, têm maior potencial para causar gases. Também, repolho, feijão, grão-de-bico, lentilha, entre outros.

Isso acontece devido ao processo de fermentação, que também proporciona a produção de gases. Os laticínios também causam esse efeito, principalmente, em pessoas com intolerância à lactose, já que o açúcar do leite chega ao intestino grosso intacto.

Além disso, o uso de alguns medicamentos pode alterar a microbiota intestinal, mudando a quantidade de bactérias e o tempo de fermentação. Isso faz com que haja um longo período de permanência dos alimentos no intestino e maior produção de gases.

Outro fator que poucos sabem é que a ansiedade também pode contribuir para a formação de gases no tubo digestivo. Isso porque, durante a mastigação ou ao falar, a pessoa engole grandes porções de ar. Tendo um quadro de ansiedade, a respiração acelerada é um dos sintomas desse transtorno, fazendo com que aumente o consumo de ar.

Dentre outras causas da geração de gases, podemos citar:

  • obesidade: desencadeia dificuldade para mastigar e respirar ao mesmo tempo, devido à compressão dos órgãos;
  • excesso de fibra e pouca água: o consumo de fibras sem a ingestão de líquidos suficientes aumenta a permanência dos alimentos no intestino, favorecendo a fermentação e a formação de gases;
  • hábitos alimentares inadequados: como o consumo excessivo de embutidos;
  • alimentos com alta quantidade de frutose: os açúcares contidos nas frutas favorecem a fermentação;
  • prisão de ventre: o ressecamento das fezes impede a saída dos gases, piorando a situação;
  • comer conversando ou rápido;
  • problemas ortodônticos e digestivos.

O que os gases podem indicar sobre o corpo?

Os gases e os desconfortos frequentemente gerados por eles podem estar relacionados com determinadas condições de saúde que precisam ser investigadas por um médico para descobrir a causa do problema.

Afinal, a presença de gases em excesso pode indicar algum distúrbio no funcionamento do intestino, uma alteração da microbiota ou mesmo a intolerância a certos nutrientes, como a lactose e o glúten.

Como eliminar os gases?

Eliminar completamente os gases é impossível, já que a produção e o acúmulo por deglutição é algo natural do organismo. No entanto, é possível reduzir o volume produzido, fazendo uma análise de todos os alimentos ingeridos no dia e a quantidade de repetições em que solta os gases.

Procure observar alguns padrões alimentares, como o consumo exagerado de laticínios e frutas junto às refeições, entre outros. Faça mudanças até notar alguma melhora nos sintomas. Além disso, outras dicas também podem ajudar nesse processo de redução de gases, tais como as que listamos, a seguir.

Observe o consumo de leguminosas

Soja, lentilha, ervilha, feijão, entre outros, são alimentos com altos índices de carboidratos que não são absorvidos pelo organismo e podem sofrer fermentação no intestino. Contudo, excluir da dieta não é a melhor solução, já que as leguminosas são fontes de fibras, proteínas e outros nutrientes importantes para o corpo.

Uma boa dica é deixar alguns tipos de leguminosas, como a soja e o feijão, de molho durante a noite. Quando for preparar no dia seguinte, trocar a água por outra e cozinhar bem, já que o amido mal cozido eleva a formação de gases.

Reserve um período tranquilo para as refeições

Consumir alimentos às pressas e sem mastigar de maneira adequada atrapalha o processo de digestão, e faz com que o bolo alimentar chegue ao intestino sem estar modificado corretamente. Dessa forma, pode haver distensão abdominal, dores e o aumento dos gases.

Por isso, é fundamental se manter tranquilo nas refeições e mastigar bem os alimentos, já que mastigação é aliada na ação da digestão, promovendo a quebra da comida em pequenas partículas. Além disso, procure não conversar durante as refeições, a fim de reduzir a quantia de ar deglutido.

Diminua o consumo de alimentos ou sucos adoçados

Embora seja natural, o açúcar (frutose) presente nas frutas pode aumentar a produção de gases no organismo por causa do processo de absorção mais lento. Da mesma forma, sucos com adoçantes artificiais, principalmente, os que contêm Sorbitol, podem colaborar para a fermentação.

No caso das frutas, elas estão cheias de nutrientes dos quais o corpo precisa, sendo necessário prestar atenção à quantia das porções a serem consumidas, optando por aquelas que carregam menos doses de açúcar.

Beba bastante líquido

A falta de líquido pode causar constipação. Consequentemente, atrasa o fluxo de alimentos para o aparelho gastrointestinal, ocasionando a fermentação e a maior geração de gases. Nesse caso, a ingestão de líquidos é essencial para manter o bom funcionamento do organismo em geral e, principalmente, facilitar o trânsito intestinal.

Pratique atividade física

As atividades físicas praticadas de maneira regular são importantes para manter o corpo saudável, além de contribuir para os movimentos intestinais e reduzir a formação de gases. Para quem não é acostumado a se exercitar, caminhar por pelo menos 15 minutos por dia já ajuda a melhorar a ocorrência frequente de gases causados pelo sedentarismo.

Os movimentos voluntários do aparelho digestório podem aliviar o estufamento causado pelos gases, como: sobre um colchonete deitar de barriga para cima e manter as pernas esticadas. Posteriormente, abraçar uma das pernas, dobrando em direção ao abdome, manter por 15 segundos e repetir o procedimento com a outra perna.

Investigue a sua alimentação

Cuidar da alimentação é um dos principais passos para saber como evitar excesso de gases. Isso porque há determinados alimentos que colaboram com a formação deles no corpo, e outros favorecem a redução.

Nesse caso, manter uma alimentação saudável com saladas, proteínas magras e produtos integrais a cada três horas pode ajudar a manter o funcionamento do organismo, bem como auxiliar na digestão e no processo intestinal.

Tenha o hábito de ir ao banheiro

A regularidade de ir ao banheiro é fundamental, pois prender a vontade pode trazer problemas para o organismo. Essa é uma das causas de prisão de ventre, dores abdominais, além do aumento ou acúmulo dos gases.

Tenha atenção ao leite

Especialmente, para quem tem problemas com a lactose, pode ser recomendado substituir o leite animal e derivados por produtos zero lactose ou de origem vegetal, como os de amêndoa e de soja. Isso pode ajudar a reduzir os gases e outros problemas relacionados com a intolerância.

Faça massagens abdominais

As dores e desconfortos agudos causados por gases podem ser eliminados por meio da automassagem. Para isso, é necessário comprimir o abdômen, deitando com o corpo voltado para cima e dobrando os joelhos, exercendo uma pressão sobre a barriga.

Posteriormente, com as mãos, faça movimentos circulares e suaves na barriga, no sentido de cima para baixo, por cerca de 10 minutos. Dessa forma, os gases intestinais são eliminados e o desconforto nessa região tende a diminuir imediatamente. Além disso, a massagem melhora a circulação e auxilia na redução de retenção de líquidos.

Evite a combinação de determinados alimentos

A combinação de alguns alimentos, quando ingeridos, pode causar gases, pois tem a digestão mais lenta e favorece a fermentação por mais tempo no intestino. Algumas dessas combinações são:

  • ovo, arroz integral e salada de brócolis;
  • repolho e feijão;
  • batata doce, ovos e carnes;
  • frutas, leite e adoçante à base de xylitol ou sorbitol.

Quais são os alimentos que ajudam a diminuir os gases?

A dieta para diminuir a produção de gases precisa ser de fácil digestão, mantendo o equilíbrio da microbiota intestinal e permitindo o seu funcionamento adequado. Desse modo, é possível reduzir a formação de gases e o mal-estar relacionados com a dor e a distensão abdominal.

Alguns tipos de alimentos atuam de maneira efetiva na redução dos gases e contribuem para a produção saudável das células intestinais, como os que você confere, a seguir:

Vegetais

Alguns vegetais como berinjela, abobrinha, cenoura e chuchu, têm o teor fermentável de carboidratos reduzido, o que ajuda na formação de menos gases no organismo.

Gengibre

É um poderoso anti-inflamatório que ajuda na má digestão, diminui os gases e alivia as dores abdominais.

Iogurte kefir ou natural

Atuam como probióticos, pois contêm microrganismos que aumentam a quantidade de lactobacilos e bactérias benéficas para o corpo, favorecendo a absorção de nutrientes e melhorando o funcionamento do intestino.

Frutas

Ameixa seca, banana, mamão, abacaxi e laranja auxiliam na prevenção de prisão de ventre devido as suas fibras solúveis, melhorando o trânsito intestinal.

Quais são os cuidados para evitar o excesso de gases?

Os gases proporcionam bastante incômodo, como explicamos, causando dores e inchaços abdominais, além de poder afetar a vida social do indivíduo. Mas é importante entender que existem formas de diminui-los e aliviá-los.

A principal forma é adequar a dieta, evitando o consumo de alimentos que possam causar a produção de gases ou que venham a agravar os sintomas. Aqui, estão inclusos bebidas gaseificadas, alguns legumes e frutas com alto índice de açúcar e amido. Em determinados casos, as abordagens podem ser mais específicas, como:

  • diminuição da lactose para as pessoas intolerantes;
  • dieta adequada, orientada por médico, para quem sofre com Síndrome do Intestino Irritável;
  • restrição absoluta de glúten, orientada por médico, para indivíduos com doença celíaca;
  • uso de probióticos e prebióticos para equilibrar a microbiota intestinal;
  • remédios para gases, prescritos por médico, que favorecem o alívio rápido do desconforto e estufamento abdominal;
  • controle da ansiedade para pessoas que sofrem com aerofagia, isto é, deglutição de porções de ar, causando distensão do estômago e o aumento de gases.

Qual especialista procurar?

Para quem sofre com o problema e quer saber como eliminar gases, a consulta com um nutricionista pode ser necessária. Isso porque alguns alimentos não devem ser excluídos radicalmente do cardápio, pois o corpo precisa das vitaminas e nutrientes para se manter em equilíbrio e funcionar de maneira correta.

O especialista em gastroenterologista ou clínico geral também pode ser consultado, pois por meio da anamnese é possível investigar o histórico pessoal e familiar. Também perguntam sobre alteração do hábito intestinal ou emagrecimento.

Exames ajudam a identificar problemas que possam estar relacionados aos gases. Os profissionais solicitam e realizam, por exemplo:

  • exames físicos, laboratoriais e de imagem;
  • hemograma completo;
  • procura por doenças parasitárias;
  • investigação da doença celíaca;
  • colonoscopia;
  • sigmoidoscopia.

Em casos de dores e gases em excesso, somente o médico poderá indicar o tratamento, juntamente à medicação mais adequada para solucionar o problema.

Como o Luftal pode ajudar a eliminar gases?

O Luftal é um remédio à base de simeticona indicado para o alívio dos gases. Seu principal objetivo é aliviar problemas gastrointestinais decorrentes de excesso de gases, como desconforto abdominal, aumento de volume abdominal, dor ou cólicas no abdômen.

Seu componente ativo contém um silicone antiespumante, que atua no sistema digestivo com função antiflatulenta. Assim, alivia o desconforto gástrico ao dissolver as bolhas que absorvem os gases, tendo seu efeito em 10 minutos nas crises dispépticas*, e de 20 a 30 minutos em pós operatórios e pré-exame.

Por sua ação local, Luftal não é metabolizado ou absorvido pelo corpo, sendo posteriormente excretado pela via retal. Então, ele é uma ótima alternativa para quem deseja saber como eliminar gases indesejados.

Além disso, o Luftal é um medicamento sem grandes restrições e que pode ser encontrado facilmente nas farmácias. Sem falar que já conquistou tradição e credibilidade, estando há mais de 60 anos no mercado. Mas atenção! Se os sintomas persistirem, procure sempre consultar um médico.

No entanto, como qualquer outro medicamento, é essencial fazer uso do Luftal de forma correta e racional, respeitando as doses e os intervalos de tempo adequados, a fim de aliviar os seguintes sintomas:

  • inchaços abdominais;
  • gases intestinais e estomacais;
  • cólica ou dor no abdome;
  • borborigmo;
  • desconforto abdominal;
  • eructação.

Quais são as vantagens desse medicamento?

A baixa interação com outros medicamentos* é uma das vantagens que se destacam no Luftal. Além disso, o Luftal apresenta baixa probabilidade de causar reações indesejáveis.

No entanto, é preciso levar em consideração que o Luftal é um medicamento que alivia os sintomas e desconfortos causados pelos gases, mas não trata possíveis doenças. Por isso, é preciso ficar atento, pois caso se após 7 dias os sintomas persistirem, o médico precisa ser consultado para investigar a origem do problema.

Além de saber como eliminar gases, para evitar o problema em excesso, é necessário adotar hábitos de uma vida saudável, como praticar exercícios, ter uma alimentação balanceada, entre outros. Tudo isso reduz o desconforto abdominal causado pelos gases, mas também, diminui a probabilidade de ocorrência de outras doenças, promovendo uma maior qualidade de vida, saúde e bem-estar.

Gostou do nosso conteúdo e quer saber mais sobre o assunto? Então, aproveite a visita e descubra como os produtos da Luftal podem fazer mais por você!

*Vide bula do medicamento

REFERÊNCIAS

  1. https://super.abril.com.br/mundo-estranho/como-se-forma-o-pum/
  2. https://www.mdsaude.com/gastroenterologia/gases-intestinais/

Alimentos que reduzem gases:

https://www.tuasaude.com/dieta-para-gases/

https://www.uol.com.br/vivabem/noticias/redacao/2018/07/13/sofrendo-com-os-gases-excesso-de-carboidrato-pode-ser-causa-do-problema.htm

https://www.conquistesuavida.com.br/noticia/gases-descubra-o-melhores-alimentos-para-eliminar-esses-incomodos-no-dia-a-dia_a4491/1

https://panoramafarmaceutico.com.br/2020/07/23/alimentos-que-provocam-gases-e-alimentos-que-ajudam-a-combater-gases/

 

LUFTAL® M.S. 1.7390.0009 (simeticona) e LUFTAL® GEL CAPS (simeticona) MEDICAMENTO DE NOTIFICAÇÃO SIMPLIFICADA RDC ANVISA Nº 199/2006. AFE nº 1.00.639-8. Indicados para pacientes com excesso de gases no aparelho digestivo. SE PERSISTIREM OS SINTOMAS, O MÉDICO DEVERÁ SER CONSULTADO.