Você sabe como a cólica menstrual acontece?

    Você sabe como a cólica menstrual acontece?

    01 sep. 2021

    Durante sua vida fértil, a mulher convive todos os meses com a menstruação. Vêm os incômodos e desconfortos causados pelas dores e cólicas desse período. Mas, apesar de ser uma situação comum, nem toda mulher sabe ao certo como a cólica acontece.

    Muitas se sentem até mesmo limitadas por causa desse sintoma do período menstrual. Há uma queda da produtividade, e até mesmo a mudança de rotina por causa da intensidade das dores.

    Porém, o que acontece no corpo da mulher que faz com que as cólicas se manifestem? Como o período menstrual afeta o corpo feminino? Respondemos a essas e outras perguntas neste post para que você conheça um pouco mais do seu corpo e se sinta bem consigo mesma. Acompanhe!

    O que é cólica menstrual?

    Chamamos de cólica menstrual, ou dismenorreia, as dores que a mulher sente na região pélvica ou no baixo-ventre durante o período da menstruação. Essas manifestações dolorosas começam a cerca de dois anos depois da menarca¹, que é a primeira menstruação.

    Isso porque é nesse momento que iniciam os ciclos menstruais ovulatórios, quando todo mês a mulher entra no período fértil, liberando um óvulo. A tendência é de que as dores sejam mais intensas durante a adolescência, por causa da anatomia do corpo jovem.

    A dismenorreia, como a cólica menstrual é chamada cientificamente, é mais forte nessa fase porque o útero ainda é muito pequeno. Além disso, seu orifício de saída é menor e mais fechado, o que dificulta a passagem do sangue menstrual.

    Por que a cólica menstrual acontece?

    Quando a mulher inicia o período fértil, o seu corpo também passa a produzir uma substância chamada prostaglandina1. Ela é responsável por estimular as contrações do útero para que ele solte o endométrio, seu tecido de revestimento que se renova todos os meses e é eliminado durante a menstruação.

    São esses movimentos, associados a outros fatores, que explicam como a cólica acontece. A dor pode ser mais ou menos intensa em cada mulher dependendo do tamanho do orifício de saída do útero, como explicamos; do uso de absorventes internos ou da existência de uma sensibilidade maior à prostaglandina.

    Em alguns casos, as cólicas menstruais tendem a se tornar mais amenas depois da primeira gravidez. Isso porque acontecem alterações na musculatura do útero, facilitando a liberação do sangue.

    Como a cólica menstrual afeta o corpo?

    Você viu na explicação sobre como acontece a cólica menstrual que esse sintoma está relacionado com a liberação de uma substância no organismo da mulher. No entanto, o modo como o corpo reage depende das características dele e da sua sensibilidade.

    Existem algumas mulheres que sentem apenas um pequeno desconforto; outras têm cólicas muito intensas, com dores que se espalham por todo o abdômen e até mesmo a lombar, podendo vir seguidas de diarreia, náusea, vômito e tontura. Assim, tudo depende do modo como seu corpo reage à prostaglandina.

    No entanto, não basta apenas saber o que é cólica menstrual e por que ela acontece. Também é preciso identificar quando a dor é intensa demais e pode significar que algo de errado está acontecendo.

    Nem toda a cólica menstrual pode ser considerada normal, porque, muitas vezes, ela é de origem secundária, decorrente de miomas, endometriose ou inflamações pélvicas². Portanto, se os desconfortos forem intensos demais, ou em caso de dúvidas, é importante consultar o ginecologista.

    Agora que você já sabe como a cólica menstrual acontece, vale reforçar que é possível minimizar esses desconfortos. Invista em atividades que aumentam a sensação de bem-estar, como horas de descanso e mansagens, para aliviar tensão, por exemplo. Assim pode passar por esse período com mais tranquilidade.

    Quer continuar aprendendo sobre seu corpo e conferir dicas para ter mais bem-estar e qualidade de vida? Então, siga nossas redes sociais e acompanhe as postagens!

     

     

    Referências:
    1 Hospital Sírio-Libanês
    2 Dor pélvica - Manual MSD, Versão para a família